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A Solidão que Cura

Por Carlos Eduardo Pereira da Silva


Existe uma solidão que dói. E existe uma solidão que cura.


A primeira nasce da rejeição. A segunda nasce da escolha consciente de estar consigo.


Muita gente teme ficar só porque confunde silêncio com abandono. Mas o verdadeiro abandono acontece quando você se afasta de si para caber em espaços que não te respeitam.


À noite, quando tudo desacelera, a vida te convida a um encontro raro: você consigo mesmo, sem distrações, sem máscaras, sem performance.


Essa solidão não pede tristeza. Pede presença.


É nesse espaço que você se escuta melhor. Que percebe o que precisa mudar. Que entende o que precisa continuar. Que reconhece o que precisa terminar.


A solidão que cura não isola — ela reintegra.


Hoje, permita-se esse silêncio. Não para se fechar do mundo, mas para voltar inteiro para ele amanhã.


Quem aprende a ficar consigo nunca mais aceita migalhas emocionais.


E essa é uma das maiores liberdades que existem.



 
 
 

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