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manhã: liberar o que pesa

Por Carlos Eduardo Pereira da Silva


Toda manhã é um campo aberto, um espaço limpo, um território sagrado onde você pode escolher o que deseja carregar para o resto do dia. Mas, sem perceber, você levanta levando consigo coisas que já não são suas: palavras antigas, medos antigos, expectativas de outras pessoas, dores que você jurou ter deixado para trás.


O corpo sente. A alma percebe. A energia denuncia.


Não é cansaço — é excesso. Não é falta de força — é peso acumulado. Não é bloqueio — é história velha tentando ocupar o lugar que deveria ser do seu novo.


Hoje, ao acordar, se observe com honestidade. Perceba onde está apertado. Perceba onde o peito fecha. Perceba onde a mente insiste em voltar.


A energia que te prende não quer ser enfrentada — quer ser liberada. Ela só está pedindo espaço para ir embora.


Respire fundo. Imagine que o ar entra como luz. E que, ao expirar, tudo aquilo que já não faz parte de você encontra a saída.


Não tente entender, não tente organizar, não tente dar nome. A cura nem sempre é lógica — às vezes é apenas movimento.


Hoje, permita que uma parte sua seja devolvida ao universo. Solte o que pesa. Solte o que cansa. Solte o que já cumpriu sua função.


Porque só o que está leve consegue subir. E só o que está limpo consegue fluir.


A manhã é a sua chance de recomeçar sem carregar a noite de ontem. Aproveite esse portal silencioso. Deixe o novo entrar.




 
 
 

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