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O Silêncio Depois do Movimento

Por Carlos Eduardo Pereira da Silva


Depois de se expandir, a alma pede recolhimento.


Não como fuga. Mas como integração.


Assim como o corpo precisa descansar após o esforço, a consciência também precisa de silêncio depois de se expressar, se posicionar, se mover no mundo.


À noite, existe um espaço sagrado entre o que foi vivido e o que ainda virá.


Hoje, antes de dormir, não revise excessivamente o dia. Não analise demais. Não tente corrigir tudo.


Apenas permita que o silêncio organize o que se moveu.


O silêncio noturno não apaga o que você viveu. Ele acomoda. Ele assenta. Ele devolve equilíbrio.


Quando você respeita esse ritmo — expandir e recolher — a energia não se perde, ela se renova.


Que esta noite seja um pouso suave. Sem ruído. Sem cobrança. Sem excesso de estímulo.


A consciência que se expande durante o dia se aprofunda no silêncio da noite.


E é assim que ela se torna estável.



 
 
 

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