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Permitir o fim

Por Carlos Edurdo Pereira da Silva


Há momentos na vida em que tudo parece pesar de um jeito estranho, como se você estivesse segurando algo que não quer mais ficar. E o mais difícil é aceitar que, às vezes, o próximo capítulo só começa quando você permite que o atual termine.


Encerrar não é fracasso. Encerrar é sabedoria. É entender que existem ciclos que já cumpriram sua função, relações que já ensinaram o que precisavam, caminhos que já deixaram tudo o que tinham para oferecer.


Mas você insiste em segurar. Por medo. Por apego. Por costume. Por acreditar que deixar ir significa perder — quando na verdade, significa abrir espaço.


Hoje à noite, respire devagar. Sinta dentro de você o que está pedindo despedida: um hábito, uma ideia, uma pessoa, uma versão sua que não combina mais com quem você está se tornando.


Permitir o fim é um ato de amor consigo mesmo. É reconhecer que você merece mais do que aquilo que te aprisiona. É honrar o movimento natural da vida, que nunca para, nunca estagna, nunca força permanências.


Deixe ir. Deixe fechar. Deixe dissolver.


Fim não é vazio. Fim é portal.


E amanhã, quando você acordar, encontrará diante de si um espaço novo — onde algo mais verdadeiro poderá finalmente nascer.



 
 
 

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